segunda-feira, 6 de junho de 2011

VAI COM DEUS DASQUINHO



Vai com Deus Dasquinho, grande Homem e amigo, vai deixar muitas saudades, aos amigos familiares, o Surf hoje está mais triste sem sua presença, que Deus te recebe e tem abençoe.

Halley Batista Leva a Etapa do Nordestino em Aracaju

foto: Sidnei Machado

Neste domingo de decisão do Maresia Surf Pro Nordeste no Havaizinho, Praia do Atalaia – Aracaju – SE, apesar do mar ter baixado em relação a ontem, a tarde com a maré enchendo as ondas formaram um parque de diversões para os competidores que participaram da quinta edição do ANS Pro 2011.

A decisão da prova foi composta por quatro atletas de bases regulares, favorecidos pelas direitas do pico que apresentaram melhor formação neste domingo.

Halley Batista e Alan Jhones protagonizaram o show maior na grande final. O campeão de 2009 e atual vice nacional que desde sua estreia em Aracaju fez belíssimas apresentações arrancando nas quartas, com um aéreo muito alto, quase a nota máxima, já abriu a disputa levantando o público na praia. Com mais um aéreo estiloso em que aterrissou na base cravou 8.33 e saiu na frente na corrida pelo título da etapa, mas acabou ultrapassado pelo cometa pernambucano Halley Batista. Halley encontrou uma onda muito boa e soube aproveitá-la, andou por toda sua extensão, soltou batidas fortes no crítico conseguindo linkar uma manobra a outra com fluidez, para fechar com chave-de-ouro e carimbar a maior nota do evento (9.10) finalizou com um aéreo reverse com muita projeção. Jhones ainda fez nota 5.50, mas Halley que já tinha 6.50 em sua primeira saiu do mar direto para a comemoração com os amigos e em seguida para o lugar mais alto do pódio.

“Estou muito feliz com esse resultado, não é fácil chegar à final e nem vencer atletas tão bons. Agradeço a Deus por estar aqui!”, comemorou o campeão. “Faz tempo que eu estou aí na guerra e vou continuar me esforçando para conquistar bons resultados, o segredo é treinar e treinar, e nunca desistir,” finalizou.

Pela vitória o pernambucano embolsou o valor de 8 mil reais, 2000 pontos no ranking regional e 1000 pontos no Brasil Tour.

O vice-campeão Alan Jhones, além de faturar 6 mil reais ainda tomou a ponta do ranking que pertencia a seu conterrâneo John Max.

Emerson Piai, atleta local da Praia do Tombo - Guarujá, e Alan Donato, que assim como Halley é integrante do quinteto fantástico de Maracaípe, ficaram a sombra de Jhones e Batista e não conseguiram superá-los.

Piai que por duas vezes (nas quartas e semi) arriscou tudo e saiu do mar aplaudido depois de conseguir virar nos minutos finais e saltar da quarta para a primeira colocação, não conseguiu se achar na final. Ainda pegou algumas ondas, mas nenhuma com expressão o bastante para lhe render a vitória. O paulista saiu de Aracaju com o troféu de terceiro colocado e 3.600 reais a mais em sua conta bancária.

Já Donato chegou à bateria mais aguardada da competição após surfar com tranqüilidade durante toda a prova. Com muita segurança e fluidez ele soube se posicionar e se encaixou muito bem as valas do Havaizinho durante os dois dias do Maresia Surf Pro Nordeste. Nas quartas-de-final fez sua melhor apresentação, levando com ele para semi o atual campeão do tour Bruno Galini que foi barrado pelo próprio Alan na primeira semifinal vencida de virada por Piai. Nesta Galini abriu bem a disputa, somou suas duas melhores logo no início, mas diferente da performance que obteve nos outros embates, não se saiu bem e ficou com a quinta posição na etapa.

“Estou amarradão por mais este pódio. Infelizmente não consegui achar as ondas ali na final, mas o surf é assim mesmo. Só tenho que comemorar, somos uma equipe e hoje o Halley venceu, então todos nós vencemos”, disse Alan Donato quarto colocado na etapa.

O campeão de 2010 César Aguiar perdeu a chance de conquistar o bicampeonato na última bateria das quartas, o pernambucano que abriu melhor a briga não pôde com o ataque de seus adversários e ficou fora da competição. Já Rudá Carvalho, que inaugurou o pódio do ANS Pro em Aracaju no ano de 2009 quando aconteceu a primeira edição do Maresia Pro Nordeste em águas sergipanas, apesar de ter surfado muito e vencido todas as baterias que disputou ficou pelo caminho na semifinal aonde sofreu o bote do campeão Halley Batista.

Pablo Paulino, que em seu ano de retorno ao circuito nordestino profissional venceu a etapa de abertura, chegou a Aracaju com sede de vitória. Soltou o surf e com muita radicalidade foi até a penúltima fase da competição, mas não foi feliz na escolha das ondas e não respondeu a altura os seus adversários, ficando com a sétima colocação no evento. Outro atleta que não se encontrou e encerrou sua apresentação na semifinal foi o paraibano Ulisses Meira, ele mostrou um surf criterioso e venceu brigas difíceis com categoria.

Entre os sergipanos Romeu Cruz e Daniel Silva foram os locais que roubaram a cena. Chegaram às quartas-de-final e com garra, determinação e um surf polido mostraram desde a fase inicial que queriam mais e que tinham potencial para tanto.

Sergipe é o único estado do Nordeste que não conta com um representante na elite nacional, mas com o visível crescimento do surf e evolução dos atletas sergipanos esta realidade está muito próxima de ser modificada.

O Maresia Surf Pro Nordeste contou com o patrocínio da Maresia, Governo Estadual de Sergipe através da Secretaria do Esporte e do Lazer e da Prefeitura Municipal de Aracaju.
Apoio: Funcaju, Abrasp, FSS – Federação Sergipana de Surf, Black Box, Digital Net, Z Tach, World Lines, Litoral 655, Pipeline, Magic Baby, MSG Surf Shop, Skypy, ZTech, Surf Jeans, Stillo Z, Planet Music.
Divulgação: Canais ESPN, Woohoo, TV Atalaia, TV Record, TV Sergipe, Sites Waves, Cearasurf, Ondulação e Surfguru, Revista Feeling e Jornal Cearasurf Press.
Resultados

1° Halley Batista (PE)

2° Alan Jones (RN)

3° Emerson Piai (SP)

4° Alan Donato (PE)

5° Bruno Galini (BA)

5° Rudá Carvalho (BA)

7° Ulisses Meira (PB)

7° Pablo Paulino (CE)
Fonte: www.surfguru.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

MARESIA SURF PRO NORDESTINO EM ARACAJU

O ANS Pro Tour desembarca nos dias 04 a 05 de junho na Praia do Havaizinho, Atalaia, Aracaju – Sergipe, para mais uma etapa do Circuito Nordestino, o Maresia Surf Pro Nordeste, que distribui 30 mil reais em premiação, 2000 mil pontos para o ranking regional e 1000 pontos para o Brasil Tour.

Nos dias 28 e 29 de maio a Maresia realizou a segunda etapa do Cearense Profissional, válida como quarta do Tour Nordestino, o que alterou o ranking do maior circuito regional do planeta, mas não a ponta, que continua sendo ocupada por John Max, um dos representantes da Marca no elenco do surf nacional e que em 2010 fez pódio em Aracaju.
O potiguar foi o grande campeão da etapa inaugural e tem em seu histórico do Circuito 2011 um sétimo e um quinto lugar somando, após a segunda etapa do Cearense mesmo tendo sido barrado na estreia, 4040 pontos. John que tinha Antônio Eudes, vice na dobradinha cearense vencida por Pablo Paulino no Arquipélago pernambucano, na sua cola, agora conta com o bicampeão Edvan Silva logo atrás ocupando o segundo posto. E o novato Arthur Silva, divide o terceiro lugar com o campeão de 2009 Alan Jhones.
“As minhas expectativas são as melhores possíveis para este evento que é do meu patrocinador. Estou treinando muito, bastante concentrado e focado para conquistar um resultado melhor que ano passado aonde fiquei com a terceira colocação”, disse John Max.
Marco Fernandez e Cristiano Spirro são os outros atletas da Maresia que pretendem fazer bonito para representar bem o time.
O baiano Bernardo Lopes, atual vice-campeão promete dar trabalho aos seus adversários, o local de Vilas do Atlântico foi finalista nas duas primeiras etapas e em 2010 foi barrado pelo pernambucano César Aguiar que vai para capital sergipana defender o título da etapa.

O Maresia Surf Pro Nordeste conta com o patrocínio da Maresia, Governo Estadual de Sergipe através da Secretaria do Esporte e do Lazer e da Prefeitura Municipal de Aracaju.
Apoio: Funcaju, Abrasp, FSS – Federação Sergipana de Surf, Black Box, Digital Net,Z Tach, World Lines, Litoral 655, Pipeline, Magic Baby, MSG Surf Shop, Skypy, ZTech, Surf Jeans, Stillo Z, Planet Music.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O BRASIL TEM PELA PRIMEIRA VEZ UM LIDER NO MUNDIAL DE SURF


Mineirinho é campeão na Barra e leva o Brasil pela primeira vez ao topo


Ele chegou ao Rio de Janeiro economizando palavras, correndo pelas beiradas. E saiu do mar da Barra da Tijuca, nesta sexta-feira, como o número 1 do mundo. Adriano de Souza, Mineirinho, derrotou o australiano Taj Burrow na final do Rio Pro e conquistou pela primeira vez a etapa brasileira do Circuito Mundial. O país, pela primeira vez na história, está na liderança do ranking.

O australiano Joel Parkinson, então vice, chegou a assumir a ponta depois da eliminação do americano Kelly Slater, agora terceiro. O sul-africano Jordy Smith caiu para quarto.

Mineirinho tinha batido na trave em 2009, quando perdeu a final em Imbituba para Kelly Slater. Naquele mesmo ano, conquistou sua primeira vitória no Circuito Mundial. Nas ondas de Sopelana, pico alternativo à mítica Mundaka, no País Basco.

Houve quem dissesse que a Barra estava com cara de Mundaka. O americano Bobby Martinez, bicampeão da etapa do País Basco, abriu bem o dia, eliminando o compatriota Damien Hobgood. Depois, porém, caiu diante de Taj.

Logo depois, o francês Jeremy Flores derrubava Joel Parkinson, então líder do ranking. O campeão do Pipe Masters vinha de uma derrota amarga, na quarta fase, quando o aussie tirou 9,73 nos últimos segundos. Jeremy bateu Parko, mas não conseguiu parar Taj.

Do outro lado da chave, Mineirinho ia passando aos trancos e barrancos. Na primeira do dia, viu o taitiano Michel Bourez machucar o ombro e desistir da disputa. Mesmo depois de o adversário sair da água, ele continuou lá até o fim dos 30 minutos.

Na bateria seguinte, contra Owen Wright, teve de esperar mais do que o tempo do confronto. Somente quando estava no palanque soube o resultado: um vitória apertada e polêmica. O australiano precisava de 6,71 e tirou 6,60. Sua primeira onda, bota 7,50, tinha sido similar.

Um pouco antes, Taj Burrow dava mais um show. Depois passar por Bobby Martinez, carrasco de Kelly Slater, mandou para casa Jeremy Flores, responsável pela eliminação de Joel Parkinson. Na primeira bateria do dia, tirou 9,33 e 6,93. Na segunda, 8,60 e 7,67 para mandar o pequeno príncipe francês, campeão do Pipe Masters, de volta para casa.

Para ir à final, Mineirinho venceu uma bateria fraca contra o aussie Bede Durbidge, carrasco de Raoni Monteiro na repescagem e campeão em Imbituba em 2008. Sem ondas boas, os dois fizeram um duelo emocionante, mas o brasileiro levou a melhor.

Na final, Mineirinho começou atrás, após boa onda de Taj Burrow (7,00). O brasileiro, no entanto, conquistou três séries de boas manobras em sequência (6,50; 8,00 e 7,63) e tomou a liderança. O australiano, que iniciou a bateria com tranquilidade, aguardando as melhores oportunidades, passou a arriscar mais. Mas não adiantou. Sob os gritos da torcida na areia, o brasileiro, emocionado, levou as mãos ao rosto e chorou, sem acreditar: era campeão do Rio Pro.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bobby manda Kelly Slater para casa

Kelly Slater tentou aproveitar o fato de estar hospedado em frente ao palco principal do Rio Pro, na Barra da Tijuca. O decacampeão mundial e líder do ranking chegou à praia apenas 20 minutos antes de sua bateria. Trinta minutos depois de entrar na água, amargou uma derrota precoce, na terceira fase. E ficou esfriando a cabeça, à esquerda do pico, por 1h30m. O carrasco foi o compatriota Bobby Martinez, que carregava no ombro direito uma tatuagem, feita há dois dias, em homenagem ao avô, falecido.

Com a derrota de Slater, o australiano Joel Parkinson, vice-líder do ranking, comemora. Na bateria anterior, ele tinha vencido por combinação o também aussie Kieren Perrow.

Joel estava na água quando Slater chegou à praia. E foi só o americano botar o pé na área de atletas que o público voltou-se de costas para o mar. No mezanino, Bobby Martinez se concentrava ao lado da namorada, Cleo. Quando chegou, uma hora antes, exibiu aos amigos a tatuagem, feita em uma loja no Recreio dos Bandeirantes.

- Meu avô, Julian, morreu uns dias antes de o campeonato começar. Eu não pude ir ao funeral, nem queria vir para cá. Fiz uma rosa, pois era a flor favorita dele – contou.
Fonte: Globo.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Brasil segue na briga com Heitor, Raoni, Mineirinho e Jadson; Alejo cai




Depois de um dia de pesadelo e uma talvez não tão boa noite de sono, Adriano de Souza, o Mineirinho, Raoni Monteiro e Heitor Alves tiveram uma quarta-feira de alívio. A derrota de Alejo Muniz, menino de ouro do surfe nacional, na última bateria da repescagem foi como um balde de água fria. Ele carregava a esperança de o país levar seu quinteto completo à terceira fase pela primeira vez. Não deu. O trio se junta a Jadson André, pré-classificado ao vencer na estreia da etapa, terceira da temporada do Circuito Mundial de surfe.

A próxima chamada será nesta quinta, às 7h, na praia Barra da Tijuca, palco principal do campeonato. A janela de espera termina no domingo. O SporTV.com transmite ao vivo.

Foi Mineirinho, quarto do mundo, quem conquistou a primeira vitória verde-amarela do dia no Arpoador. Para o país, era uma comemoração antecipadamente garantida: o adversário, Ricardinho dos Santos.

Para torná-la especial, Mineiro entrou elétrico na bateria e fez o que por pouco não foi a maior soma do dia: 16,43 pontos. Só não foi superior à do americano CJ Hobgood: 16,50 para eliminar o australiano Julian Wilson. Os australianos Joel Parkinson e Adam Melling, carrasco de Alejo, tiraram a maior nota: 9,00.

Mineirinho eliminou o último dos convidados. Um pouco antes, Peterson Crisanto, Igor Morais e Simão Romão tinham se despedido.

O paulista ficou, então, na torcida pelos outros brasileiros. Viu Raoni Monteiro vencer uma bateria pela primeira vez no ano - com uma virada no fim, contra o português Tiago Pires. Viu Heitor Alves não dar chance a Dusty Payne. Inspirado, o cearense arrematou 7,17 e 5,27 para eliminar o havaiano.

- Vou tentar me esforçar ao máximo para chegar à final. Estou precisando de um resultado. Falei com o Alejo agora e o desejei sorte - dizia Heitor após a vitória, na penúltima bateria do dia.

Alejo Muniz então entrou na água para tentar a sobrevivência. Na estreia, ele tinha sido derrotado pelo australiano Taj Burrow. Segurou a lanterna da bateria - Ricardinho era o segundo.

Nesta quarta, enfrentou Adam Melling. No 12º minuto, o aussie deu um forte floater, duas batidas na junção e tirou 9,00. Com 15,00 pontos, deixou o brasileiro em situação delicada. Alejo inha 5,50 e precisava de 9,50. A sorte que Heitor o desejou não pintou por ali. Agora, resta a ele ficar na torcida pelo quarteto.

- Ele surfa tão bem, dá ótimas rasgadas. As baterias contra ele serão sempre muito difíceis - disse Melling.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Carissa Moore fatura o título do Billabong Girls Rio Pro



Finalista em todas as cinco etapas do ASP Women´s Tour 2011, a havaiana Carissa Moore, 18 anos, se consolidou na liderança do ranking com a terceira vitória conquistada neste domingo de Sol e boas ondas de 2-3 pés na Barra da Tijuca. A final no Billabong Girls Rio Pro foi contra a única surfista que a derrotou neste ano, a australiana Sally Fitzgibbons, 19. Apenas as duas vão brigar pelo título mundial de 2011 nas outras duas etapas que restam para fechar a temporada feminina neste ano.

Depois de dois dias de chuva e céu nublado, o Rio de Janeiro mostrou a sua cara no domingo e a Barra da Tijuca ficou lotada desde cedo, reunindo cerca de 10 mil pessoas ao longo do dia. A maioria do público queria ver Kelly Slater, mas o dia foi reservado só para as meninas de novo.

Mesmo assim, a torcida permaneceu na praia para acompanhar o show da nova geração do surfe feminino. Como vinha fazendo em todas as baterias, a havaiana Carissa Moore começou melhor a final com uma nota 6,67, contra uma 6,50 de Sally Fitzgibbons. Enquanto a havaiana usava como principal arma a força nas manobras principalmente de backside, a australiana buscou a variação e até aéreo ela acertou durante a bateria. No entanto, Carissa Moore ia aumentando a vantagem a cada onda surfada.