
Vai com Deus Dasquinho, grande Homem e amigo, vai deixar muitas saudades, aos amigos familiares, o Surf hoje está mais triste sem sua presença, que Deus te recebe e tem abençoe.
foto: Sidnei Machado
O ANS Pro Tour desembarca nos dias 04 a 05 de junho na Praia do Havaizinho, Atalaia, Aracaju – Sergipe, para mais uma etapa do Circuito Nordestino, o Maresia Surf Pro Nordeste, que distribui 30 mil reais em premiação, 2000 mil pontos para o ranking regional e 1000 pontos para o Brasil Tour. Nos dias 28 e 29 de maio a Maresia realizou a segunda etapa do Cearense Profissional, válida como quarta do Tour Nordestino, o que alterou o ranking do maior circuito regional do planeta, mas não a ponta, que continua sendo ocupada por John Max, um dos representantes da Marca no elenco do surf nacional e que em 2010 fez pódio em Aracaju.
O potiguar foi o grande campeão da etapa inaugural e tem em seu histórico do Circuito 2011 um sétimo e um quinto lugar somando, após a segunda etapa do Cearense mesmo tendo sido barrado na estreia, 4040 pontos. John que tinha Antônio Eudes, vice na dobradinha cearense vencida por Pablo Paulino no Arquipélago pernambucano, na sua cola, agora conta com o bicampeão Edvan Silva logo atrás ocupando o segundo posto. E o novato Arthur Silva, divide o terceiro lugar com o campeão de 2009 Alan Jhones.
“As minhas expectativas são as melhores possíveis para este evento que é do meu patrocinador. Estou treinando muito, bastante concentrado e focado para conquistar um resultado melhor que ano passado aonde fiquei com a terceira colocação”, disse John Max.
Marco Fernandez e Cristiano Spirro são os outros atletas da Maresia que pretendem fazer bonito para representar bem o time.
O baiano Bernardo Lopes, atual vice-campeão promete dar trabalho aos seus adversários, o local de Vilas do Atlântico foi finalista nas duas primeiras etapas e em 2010 foi barrado pelo pernambucano César Aguiar que vai para capital sergipana defender o título da etapa.

O australiano Joel Parkinson, então vice, chegou a assumir a ponta depois da eliminação do americano Kelly Slater, agora terceiro. O sul-africano Jordy Smith caiu para quarto.
Mineirinho tinha batido na trave em 2009, quando perdeu a final em Imbituba para Kelly Slater. Naquele mesmo ano, conquistou sua primeira vitória no Circuito Mundial. Nas ondas de Sopelana, pico alternativo à mítica Mundaka, no País Basco.
Houve quem dissesse que a Barra estava com cara de Mundaka. O americano Bobby Martinez, bicampeão da etapa do País Basco, abriu bem o dia, eliminando o compatriota Damien Hobgood. Depois, porém, caiu diante de Taj.
Logo depois, o francês Jeremy Flores derrubava Joel Parkinson, então líder do ranking. O campeão do Pipe Masters vinha de uma derrota amarga, na quarta fase, quando o aussie tirou 9,73 nos últimos segundos. Jeremy bateu Parko, mas não conseguiu parar Taj.
Do outro lado da chave, Mineirinho ia passando aos trancos e barrancos. Na primeira do dia, viu o taitiano Michel Bourez machucar o ombro e desistir da disputa. Mesmo depois de o adversário sair da água, ele continuou lá até o fim dos 30 minutos.
Na bateria seguinte, contra Owen Wright, teve de esperar mais do que o tempo do confronto. Somente quando estava no palanque soube o resultado: um vitória apertada e polêmica. O australiano precisava de 6,71 e tirou 6,60. Sua primeira onda, bota 7,50, tinha sido similar.
Um pouco antes, Taj Burrow dava mais um show. Depois passar por Bobby Martinez, carrasco de Kelly Slater, mandou para casa Jeremy Flores, responsável pela eliminação de Joel Parkinson. Na primeira bateria do dia, tirou 9,33 e 6,93. Na segunda, 8,60 e 7,67 para mandar o pequeno príncipe francês, campeão do Pipe Masters, de volta para casa.
Para ir à final, Mineirinho venceu uma bateria fraca contra o aussie Bede Durbidge, carrasco de Raoni Monteiro na repescagem e campeão em Imbituba em 2008. Sem ondas boas, os dois fizeram um duelo emocionante, mas o brasileiro levou a melhor.
Na final, Mineirinho começou atrás, após boa onda de Taj Burrow (7,00). O brasileiro, no entanto, conquistou três séries de boas manobras em sequência (6,50; 8,00 e 7,63) e tomou a liderança. O australiano, que iniciou a bateria com tranquilidade, aguardando as melhores oportunidades, passou a arriscar mais. Mas não adiantou. Sob os gritos da torcida na areia, o brasileiro, emocionado, levou as mãos ao rosto e chorou, sem acreditar: era campeão do Rio Pro.
Com a derrota de Slater, o australiano Joel Parkinson, vice-líder do ranking, comemora. Na bateria anterior, ele tinha vencido por combinação o também aussie Kieren Perrow.
Joel estava na água quando Slater chegou à praia. E foi só o americano botar o pé na área de atletas que o público voltou-se de costas para o mar. No mezanino, Bobby Martinez se concentrava ao lado da namorada, Cleo. Quando chegou, uma hora antes, exibiu aos amigos a tatuagem, feita em uma loja no Recreio dos Bandeirantes.
- Meu avô, Julian, morreu uns dias antes de o campeonato começar. Eu não pude ir ao funeral, nem queria vir para cá. Fiz uma rosa, pois era a flor favorita dele – contou.
A próxima chamada será nesta quinta, às 7h, na praia Barra da Tijuca, palco principal do campeonato. A janela de espera termina no domingo. O SporTV.com transmite ao vivo.
Foi Mineirinho, quarto do mundo, quem conquistou a primeira vitória verde-amarela do dia no Arpoador. Para o país, era uma comemoração antecipadamente garantida: o adversário, Ricardinho dos Santos.
Para torná-la especial, Mineiro entrou elétrico na bateria e fez o que por pouco não foi a maior soma do dia: 16,43 pontos. Só não foi superior à do americano CJ Hobgood: 16,50 para eliminar o australiano Julian Wilson. Os australianos Joel Parkinson e Adam Melling, carrasco de Alejo, tiraram a maior nota: 9,00.
Mineirinho eliminou o último dos convidados. Um pouco antes, Peterson Crisanto, Igor Morais e Simão Romão tinham se despedido.
O paulista ficou, então, na torcida pelos outros brasileiros. Viu Raoni Monteiro vencer uma bateria pela primeira vez no ano - com uma virada no fim, contra o português Tiago Pires. Viu Heitor Alves não dar chance a Dusty Payne. Inspirado, o cearense arrematou 7,17 e 5,27 para eliminar o havaiano.
- Vou tentar me esforçar ao máximo para chegar à final. Estou precisando de um resultado. Falei com o Alejo agora e o desejei sorte - dizia Heitor após a vitória, na penúltima bateria do dia.
Alejo Muniz então entrou na água para tentar a sobrevivência. Na estreia, ele tinha sido derrotado pelo australiano Taj Burrow. Segurou a lanterna da bateria - Ricardinho era o segundo.
Nesta quarta, enfrentou Adam Melling. No 12º minuto, o aussie deu um forte floater, duas batidas na junção e tirou 9,00. Com 15,00 pontos, deixou o brasileiro em situação delicada. Alejo inha 5,50 e precisava de 9,50. A sorte que Heitor o desejou não pintou por ali. Agora, resta a ele ficar na torcida pelo quarteto.
- Ele surfa tão bem, dá ótimas rasgadas. As baterias contra ele serão sempre muito difíceis - disse Melling.
